Dois de Julho coloca passageiros em perigo há anos e sem fiscalização que merece





A estudante Paula Tanure é uma das infelizes passageiras das 19 linhas sob responsabilidade da viação Dois de Julho, que atua no transporte metropolitano de Salvador, operando nas linhas entre Lauro de Freitas, Vila de Abrantes e Camaçarí.

Paula pega os ônibus da empresa diariamente e já perdeu a conta de quantas irregularidades presenciou. “Tem motorista que corre sem parar. Já os vi várias vezes brigando com senhores de idade sem necessidade alguma. O ônibus fica quebrando, janelas são emperradas. E eles realmente não param no ponto, vão passando direto”, reclama. 

Todas as reclamações de Paula são conhecidas pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), que, apesar de tantas queixas, garante que fiscaliza o serviço.

Mas, pelo visto, este acompanhamento não tem sido suficiente: a Agerba já registrou 79 reclamações contra a Dois de Julho somente nos últimos 9 meses.

Ônibus velhos e longa espera

A comerciante Rosa Ribeiro já perdeu as contas de quantas vezes chegou atrasada no trabalho por causa da Dois de Julho. Segundo ela, além do atraso, os motoristas frequentemente ultrapassam o limite de velocidade. “Todo dia é assim. A estrutura é péssima, ônibus velhos... Vejo a hora de quebrar no caminho. E ainda correm muito”, explica. 

À Metrópole, um passageiro que pediu anonimato afirmou que já desistiu de procurar a Agerba para denunciar a Dois de Julho. “A gente liga, conta os absurdos e eles dizem que vão resolver. Estou esperando sentado. Não adianta”, lamenta. 



As informações foram do Metro1

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