Empresas de ônibus de Lauro de Freitas e da Região Metropolitana devem deixar de transitar em Salvador





Quem utiliza os ônibus da Região Metropolitana (RMS) para chegar e sair da capital, brevemente pode ter que perder essa ligação direta e passar a pegar, no mínimo, dois ônibus para entrar em Salvador.

O cerco já começou a ser montado pela Secretaria de Mobilidade da capital e o objetivo da prefeitura de Salvador é impedir que os ônibus com origem de Simões Filho, Lauro de Freitas, Camaçari, Candeias, Dias D’ávila entre outras cidades da RMS continuem a entrar nas vias de Salvador. Inicialmente, o alvo é impedir a circulação dos veículos que acessam a capital pela orla, permitindo a eles apenas a integração a partir da Estação Mussurunga.

O secretário Fábio Mota justificou a decisão e detonou as condições dos ônibus metropolitanos. “Hoje, mais de 800 metropolitanos cruzam diariamente nossa cidade sem qualquer tipo de fiscalização por parte da Agerba. É uma frota velha e em condições lastimáveis, com média de uso de oito a dez anos, enquanto a daqui é de quatro. Além do mais, não liberam a utilização de bilhete único. O que gera reclamações diariamente dos usuários”, afirmou o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota.

Estudo está sendo feito

Ainda de acordo com o titular da pasta, um estudo, que deverá ser concluído na próxima quarta-feira (14), será apresentado à Agerba, agência do governo responsável pela regulação do setor de transporte público no estado. “A ideia é propor a criação desses limites para breve”, acrescentou Mota. Caso haja resistência, a prefeitura quer proibir empresas da RMS de transportarem passageiros que circulem somente nos limites da capital.

A ofensiva para conter a circulação dos ônibus metropolitanos encontra resistência entre sócios de consórcios que atuam na capital, parte deles também donos de empresas de transporte da RMS, interessados em manter os lucros com os passageiros de Salvador. 

Como não têm que atender as regras que obrigam a renovação da frotas e nem estão sujeitos à fiscalização da prefeitura, considerada mais rígida, a margem de ganho é maior do que obtêm nos coletivos da cidade. Do outro lado, os empresários que atendem a orla reclamam das gradativas perdas. “Os metropolitanos transportam 2,3 milhões de passageiros por mês em Salvador. Isso causa desequilíbrio no sistema. E o governo do estado já se mostrou sensível às dificuldades”, avaliou Fábio Mota.



Redação Lauro News Online
Fonte: Correio da bahia

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