Mulher de Cunha é hostilizada em banheiro

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Por Altamiro Borges

A “incompetência” do juiz Sergio Moro – que até recentemente não havia sequer encontrado o endereço de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, para convocá-la a depor na midiática Lava-Jato – ainda pode acabar em tragédia. Na semana passada, o correntista suíço foi alvo de uma agressão injustificada no Aeroporto Santos Dumont. Dias depois, sua esposa – que durante 14 anos apresentou a edição carioca do telejornal da TV Globo – foi hostilizada no banheiro de um shopping de luxo no Rio de Janeiro. O caso foi noticiado neste domingo (16) pelo colunista de fofocas Ancelmo Gois, do jornal O Globo, que não deu maiores detalhes sobre o incidente.

O site do Jornal do Brasil também tratou do episódio envolvendo Cláudia Cruz, acusada por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. “A mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi hostilizada por um grupo de mulheres em um dos banheiros do shopping Village Mall, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (13). Cláudia e Cunha são residentes da Barra da Tijuca, bairro associado aos novos ricos, e vivem em um condomínio de casas luxuosas a poucos quilômetros do centro comercial onde a jornalista foi xingada, como informou neste domingo (16) a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo”.

“Apesar das denúncias envolvendo o casal, a mulher do deputado cassado não deixou de frequentar lugares públicos. Cláudia Cruz é frequentadora assídua de academia de ginástica na Barra e não poupa em compras em lojas de grife dos shoppings Leblon, Village Mall e Fashion Mall, em São Conrado. A jornalista também é vista com frequência no restaurante Mr. Lam, na Lagoa. O estabelecimento pertence ao empresário Eike Batista. No Twitter, o deputado cassado negou a informação, afirmando que sua mulher não esteve no shopping e que a imprensa faz uma campanha contra ele”.

Verdade ou fofoca, o problema é que o casal – que de herói passou a ser vilão para muita gente – ainda pode sofrer outros ataques e de consequências imprevisíveis. Eduardo Cunha ganhou todos os holofotes da mídia golpista no impeachment de Dilma. Ele presidiu a “sessão de horrores” da Câmara Federal – que um jornalista português chamou de “assembleia de bandidos” – que deu a largada ao golpe dos corruptos. Na sequência, ele foi abandonado pela mídia venal e por seus próprios pares e teve o mandato cassado. Contra ele, sua esposa e sua filha pesam várias denúncias de corrupção. Mas até hoje a família segue livre e solta, frequentando shoppings e restaurantes de luxo.

O “justiceiro” Sergio Moro, que tem uma única obsessão – a de prender Lula –, não tomou nenhuma providência para apurar as denúncias e punir os culpados. Esta sensação de impunidade e seletividade leva muitas pessoas a quererem fazer justiça com as próprias mãos. Caso ocorra algo mais grave, o chefão da midiática Operação Lava-Jato será o principal responsável. Como já alertou o jornalista Paulo Nogueira, do blog Diário do Centro do Mundo, “a única forma de evitar novos e talvez piores ataques físicos contra Eduardo Cunha é “prendê-lo”. Reproduzo abaixo a sua postagem:

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A única forma de evitar novos e talvez piores ataques físicos contra Eduardo Cunha é prendê-lo

Por Paulo Nogueira – 14/10/2016

Eduardo Cunha corre risco de vida.

Não é exagero.


As chineladas que ele levou de uma senhora no aeroporto foram um alerta. Ninguém terá direito de se dizer surpreso se alguma coisa mais grave acontecer.

Ele é provavelmente o homem mais detestado do país. Cassou 54 milhões de votos da maneira mais abjeta possível. Foi central na interrupção dolorosa da frágil democracia brasileira. Mentiu, trapaceou, roubou. Transformou o Congresso num bordel.

Tudo isso com um riso cínico permanentemente colado no rosto.

Ele é um monstro moral. Até suas lágrimas são sujas e falsas.

Tudo isso é verdade. Mas mais verdade ainda é que devem ser categoricamente repudiados quaisquer ataques físicos contra ele — ou contra quem quer que seja.

Escrachar é uma coisa. No caso de Cunha, um ato plenamente justificado pelo seu conjunto de ações. Agredir é outra coisa — um atentado contra a civilização.

Tudo isso posto e pesado, a conclusão é esta. Há uma única forma de evitar o risco de novos e eventualmente piores ataques contra Cunha.

É prendendo-o.

Sua liberdade é uma afronta a todos os brasileiros. Torna ainda maior o ódio devotado a ele. É um insuportável sinal da impunidade de que gozam tipos como ele – servos da plutocracia. Funciona como uma provocação. E não estamos falando de um sentimento exclusivo de petistas. É uma raiva apartidária, amplamente espalhada.

Repito.

Existe uma única maneira de corrigir este enorme problema.

É prendendo – já – Eduardo Cunha.

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